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terça-feira, 5 de maio de 2009

* Sobre o envelhecimento



Nesta manhã que irrompe majestosa

Não me vejo mais envelhecida

Vejo-me mais inteira, até mais vistosa

As vigas no rosto não me emudecem

As sombras do passado não me fenecem

Em mim, encontro algumas fendas

por onde escorrem a luz da reflexão

Sou capaz de me olhar no espelho

e encontrar alguma paixão

descobrir que sou fecunda

que em meu ser, a vida ainda abunda

desejosa de parir meus anseios

ainda saltitantes

feito milho transformado em pipoca

feito beijo quando estrala e espoca



*Úrsula Avner

* Este poema é uma singela homenagem aos idosos

* imagem retirada do Google- desconheço a autoria
* poema com registro de autoria