
O céu impiedosamente chora
verte em lágrimas espessas dissabores
em angústia lentificada implora
por menos dor e mais amores
Atrás da vidraça
vida imersa em reflexões
vida que o tempo abraça
no entrelaçar das emoções
Ouve-se o grito implacável dos trovões
fuga de estrelas em agonia
lépido despertar de incontáveis sensações
o céu plúmbeo anoitece o dia
Úrsula Avner
* poesia com registro de autoria
* imagem retirada do Google