o homemda rua sem poste
esgueira-se da luz do dia
tatua no corpo
o sol da meia-noite
sombra estirada
sobre a lápide do lume
olhos que veem
mãos que apalpam
sem a clarividência do sol
sem o estrondo do cotidiano
o homem da rua sem poste
há de viver (sem) cem anos
Úrsula Avner
* imagem do google- sem informação de autoria