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domingo, 13 de setembro de 2009

* Auto-observação *


Se enrijeço

não mais me (te) vejo

sob o regaço da sombra

adormeço

onde nada se altera

plácida voz da repetição

na fugacidade do tempo

que ruge como fera


Se oscilo

não aconteço

não me concretizo

transito do fim ao começo

Emudeço

no útero da vida

no cárcere do desejo


Úrsula Avner


* poema com registro de autoria

imagem do Google- Tela de Seurat, 1883 - " Camponesa sentada na grama "