
Se enrijeço
não mais me (te) vejo
sob o regaço da sombra
adormeço
onde nada se altera
plácida voz da repetição
na fugacidade do tempo
que ruge como fera
Se oscilo
não aconteço
não me concretizo
transito do fim ao começo
Emudeço
no útero da vida
no cárcere do desejo
Úrsula Avner
* poema com registro de autoria
imagem do Google- Tela de Seurat, 1883 - " Camponesa sentada na grama "
