
A chuva cobre
em lamento incontido
a face da vidraça
Em gotas felpudas a chuva escorre
do olhar nublado e abatido
inunda o chão da praça
A chuva se deita lépida e faceira
nas ruas da cidade inteira
Se derrama a chuva sem piedade
no solo dos pensamentos, na tez da saudade
Úrsula Avner
* poesia com registro de autoria
* imagem retirada de pesquisa no Google-desconheço a autoria