Mostrando postagens com marcador chão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador chão. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 29 de abril de 2011

* Canção dos mistérios de ser *


tela : sun -rain ( sol-chuva)
por: Salma Shami

do deslumbre de ser
extrai-se o mel
e a folha amargosa
um pedaço de céu
o gosto acerbo da losna
o diário da rosa
frágil flor do desejo
doce e manca
ávida e pálida
entregue ao vigor do ensejo

do deslumbre de ser
evocam-se mistérios
que dançam na escuridão
em chão de névoa
não bailam em vão
há um ponto de luz
guia de cada coração

Úrsula Avner

segunda-feira, 11 de abril de 2011

* Alma flamenca *

tela : danza del fuego- Carlos Carreteiro

passos absolutos
golpeiam o chão
chora a guitarra
...

Hoje estou no Maria Clara: Simplesmente Poesia- para continuar lendo o poema clique aqui

Obrigada por sua visita e carinho. Um abraço amigo.

Úrsula Avner

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

* Perseverança *

fonte da imagem : Google- sem informação de autoria

cai a pétala
ao chão
corre silêncio profundo

no seio da queda
um sopro de vida

há quem faça
do abate
sobrevida

Úrsula Avner

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

* Herança *

penso que primeiro
meus pés vieram ao mundo
depois o corpo rompeu
o velcro profundo
que me mantinha aconchegada
ás entranhas maternas
desapegada
de quaisquer coisas dessa Terra

talvez por isso eu goste tanto
de pisar o chão ou de sair dele
em passos leves como os da bailarina
num caminhar desafrouxado
beirando o mar que me fascina

toco pedregulhos e algas
com as pontas dos dedos
na carícia da areia úmida
recolho conchas com seus segredos

depois que eu nasci
com o tempo percebi
que a tez pregueada e os vincos profundos
foram herança materna
o sorriso encurralado ao canto dos olhos fundos
foi legado paterno

meus pés amam o chão
também repousam neles
asas lubrificadas
com o óleo fresco da imaginação
com a indescritível essência da emoção

Úrsula Avner

* imagem do google- sem informação de autoria
* poema escrito em Agosto de 2008

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

* Hibernação *

em cesto
de vime
colho golfadas de brisa
vozes de pássaros
são pegadas
no chão que se pisa

nem mesmo
manhãs ensolaradas
em céu azul realeza
escapam da lâmina

entre sulcos da ânima
há um fio cortante
vento de inverno

com pontos de agulha
in vento um terno
que me cobrirá
o corpo
mas não evitará
as estrias nos lábios
o abate morno

Úrsula Avner

* imagem extraída do Google- sem informação de autoria

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

* A última dança *


riscavam o piso da sala
em passos certeiros
de um tango argentino
tantas vezes tocado
feito gaita de menino
acordes de um hino

o vinho esquentou nas taças
manchou de vermelho o chão
um beijo estralou vidraças
corpos e almas em união

Úrsula Avner

* imagem do google- sem informação de autoria

sábado, 7 de agosto de 2010

* Intertextualidade *

tela : sonho

by : Frida Kahlo


Momentos oníricos

sonhei
que pisava em narcisos
ao som de blues e de risos
enquanto andava indaguei :
por que preciso dos pés
se já aprendi a voar ?
Resoluta então alcei
longo voo até desintegrar


Na corda bamba

no risco eminente
da queda
equilibra-se como pode
tem os pés no chão

Úrsula Avner


* poemas em homenagem á artista Frida Kahlo. Leia sobre ela aqui



quinta-feira, 5 de agosto de 2010

* Aborto *






Tela : Heuller Pinson


entre os soluços

da tarde

(a)fetos revirados

fetos do que seria

amor


sobre a mesa

um vaso de flor

um retrato desfigurado

em silente dor

alguma miudeza


no chão

de mármore

rio de incerteza


Úrsula Avner

domingo, 18 de julho de 2010

* Amplidão *

lanço as pernas ao ar

porque o chão é áspero

prende em placas de cimento

o que se quer deixar voar


levita ave azul do pensamento

leva em seu frágil corpo

a fugacidade do instante oco

o tártaro do sentimento


Úrsula Avner

* imagem retirada do google- sem informação de autoria

quinta-feira, 17 de junho de 2010

* Pisaduras *

sôfregos pés
que pisam cacos
reviram a terra
cavucam buracos
ganham calos

plácidos pés
que saltitam em palácios
acariciam pétalas
dormem em seda ou linho
nada conhecem
do chão

descalços pés
que penteiam a relva
pisam as uvas
provam o vinho
não labutam
em vão

Úrsula Avner

* imagem encontrada em pequisa feita no google- sem informação de autoria

sexta-feira, 14 de maio de 2010

* Do que sei... *

quem me conhece riso
largo e ebúrneo
não sabe de mim
canto alagado
rio transbordante
embriagado

no jiló do que sou
há gotas de mel
danço com estrelas
na infnitude do que
se nomeia céu

salivo o desejo
tão almejado
cárcere de pedras
cintilantes
onírico chão
marmorizado


Úrsula Avner

* imagem do Google- sem informação de autoria

quarta-feira, 21 de abril de 2010

* Tédio *

arte : Mel Gama


enrolada
nos trapos da mesmice
olhava para si mesma
com ar de desdém
sem desejo de sorrir
ou de lacrimejar também
sentimento depois de revirado
desbotado entornado
se não muda
petrifica

o cair da tarde
evoca lembranças
de outras eras
no chão de pele escura
verte-se lágrimas de sangue
explosiva mistura

Úrsula Avner

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

* Vida / tempo *


Não é que o tempo

está a nos espreitar

com seus olhos esbugalhados ?

Olhar enviesado

de quem contempla mistérios

num quadro


envergar

talvez não seja de todo ruim

bambus se dobram

beijam o chão

depois retomam

a original posição

cair e levantar-se

é renovação

jeito de entoar uma nova canção


Úrsula Avner

* Caros amigos (as) e visitantes, desejo a todos que em 2010 possamos entoar uma nova canção, em que a fé, a esperança, o amor, a perseverança, sejam nossa fortaleza contra as adversidades. Que as quedas vividas neste ano, sejam marcas de aprendizado ; fortalecimento interior e imã para as conquistas que virão !

Que tudo o que é bom ocupe nossos pensamentos e sentimentos !

Felicidades a todos ! Abraço afetuoso !

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

* Percurso *


deseja o poeta

deixar o verbo solto

sem eira nem beira

a esmo e revolto

em chão árido

ou em voz de cachoeira

mas é na alma

seu cárcere

e na palma

seu fim

sob pedra de mármore



Úrsula Avner


* imagem do Google- não foi informada a autoria

terça-feira, 22 de setembro de 2009

* Rutilância *

tropecei na canção
errei o passo
lânguido frouxo
descuidado

abraçada ao chão
fui andarilha
em notas musicais

sob aparência de clave
andei grávida de cânticos
criei asas de ave

torpor embriaguez
brilho de estrela na tez

supernova

Úrsula Avner

* poema com registro de autoria

NOTA : tem poesia minha postada no
mariaclara-simplesmentepoesia.blogspot.com

segunda-feira, 11 de maio de 2009

* Chove em todo lugar *



A chuva cobre

em lamento incontido

a face da vidraça



Em gotas felpudas a chuva escorre

do olhar nublado e abatido
inunda o chão da praça


A chuva se deita lépida e faceira

nas ruas da cidade inteira


Se derrama a chuva sem piedade

no solo dos pensamentos, na tez da saudade


Úrsula Avner



* poesia com registro de autoria


* imagem retirada de pesquisa no Google-desconheço a autoria

terça-feira, 10 de março de 2009

* A noite, o dia e os sonhos *


A pele azulada do céu se estica
nesta manhã embriagada dos encantos noturnos
regada por águas que correm da bica
e cobrem a terra com lençóis diurnos

Tal qual moça preguiçosa a pestanejar na rede
se abre a alvejada manhã saciando sua sede
os dedos abrasivos do sol que cintila
tingem de dourado o dia que floresce
recolhem do chão as águas do pranto em fila
iluminam em tons de fogo tudo o que amanhece

É dia declarado, a noite expirou
os sonhos são as sobras de vida
que o manto de estrelas levou

* Úrsula Avner *

*poesia com registro de autoria
* imagem extraída da net