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quinta-feira, 17 de junho de 2010

* Pisaduras *

sôfregos pés
que pisam cacos
reviram a terra
cavucam buracos
ganham calos

plácidos pés
que saltitam em palácios
acariciam pétalas
dormem em seda ou linho
nada conhecem
do chão

descalços pés
que penteiam a relva
pisam as uvas
provam o vinho
não labutam
em vão

Úrsula Avner

* imagem encontrada em pequisa feita no google- sem informação de autoria

terça-feira, 18 de agosto de 2009

* Significado *




Um poema diz

o que se propõe dizer

o que não pretendia

o que desconhece de si mesmo

corpo fechado

matéria propalada

nas entrelinhas

em versos alados

em melodia solfejada

em meio a flores de aço ou vinhas


o não dito é lido

por quem rumina o poema

em homeopáticas doses

fagocitose

vida em sobressalto


Um poema é salto

basta a si mesmo

não sabe que é frágil

leque aberto

ave de voo ágil

caminho incerto


Seguro um poema nas mãos

com luvas de seda

sorvo dele uma canção

deixo-o repousar sob a asa esquerda


Úrsula Avner


* poema com registro de autoria

* imagem retirada do Google imagens


OBS : escrevi este poema depois de ouvir alguém falar que ás vezes não entende o que o poema quer dizer. Um abraço carinhoso a todos que me visitam.

domingo, 29 de março de 2009

* Venha meu amado *



Ah , venha logo meu amado
te espero adormecida
em nuvens prateadas
Quero me achar
em teu regaço aconchegada
com um lato bilho no olhar
holofote que propaga meu amor
com toda a intensidade
com que posso te desejar

Venha meu amado
provei do paladar da tua boca
como quem degusta um bom vinho
quero que me envolvas nas carícias de fino linho


Venha logo meu amado
coberta estou
por uma echarpe de seda
suave tecido fulgurante
Em ti encontro aprazível vereda
Sou sua mulher, amiga e amante


* Úrsula Avner *

* imagem retirada de pesquisa feita no Google
* poesia com registro de autoria