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terça-feira, 20 de setembro de 2011

* Mutação*

tela: Gabriela Bouechat

Queridos amigos e visitantes , hoje estou no Maria Clara: Simplesmente Poesia... Espero por vocês lá... É só clicar aqui para ler o poema.

Úrsula Avner

* Estou muito atarefada ultimamente por isso ainda não atualizei as visitas. Em breve o farei ! Abraços a todos.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

* Deslumbre *

desenho: A flor do desejo
por: Luiza Maciel Nogueira

a voz que seca a garganta
salta em versos
como gotas lacrimejam
a folha na madrugada

se a pérola soubesse
do canto de pássaro
não seria tão contida
mas o adormecer
em si mesmo
gera asas
quando adormeço
em mim
amanheço
sol esparramado
claridade sem fim

Úrsula Avner

domingo, 24 de julho de 2011

* lilás *

desenho: árvore do fim de tarde
por: Luiza Maciel Nogueira

já vejo estrelas
porto de anseios
como na Terra
em todos os seios
palpita um coração
entre luas
entre/meios
.
.
.

leva-me

secretamente
ao seio da noite
só lá sinto-me
em casa
cheiro de leite
nas narinas

é lilás
o fim de tarde

Úrsula Avner

quarta-feira, 1 de junho de 2011

* Galho seco *

acrílico sobre tela : mulher dormindo- Sóra Lobo

não me sabia
secreta
quando dormia
e quando o sono
se alongava
já não era a noite
tela vazia
onde bordam-se sonhos
até que seja dia

quando o sono
se alongava
eu me perdia
no espaço infindo
da alma fugidia
que pranteando
ou sorrindo
se desfazia

não me sabia
inteira
quando entendia
de dormir o sono
da folha travessa e iludida
de um galho seco caída

Úrsula Avner

segunda-feira, 2 de maio de 2011

* Tear *

Tela: Maurício Barbosa

Hoje estou no Maria Clara: Simplesmente Poesia... Clique aqui para ler o poema " tear " ...

Obrigada por sua visita e comentário. Abraço afetuoso !

Úrsula Avner

sexta-feira, 29 de abril de 2011

* Canção dos mistérios de ser *


tela : sun -rain ( sol-chuva)
por: Salma Shami

do deslumbre de ser
extrai-se o mel
e a folha amargosa
um pedaço de céu
o gosto acerbo da losna
o diário da rosa
frágil flor do desejo
doce e manca
ávida e pálida
entregue ao vigor do ensejo

do deslumbre de ser
evocam-se mistérios
que dançam na escuridão
em chão de névoa
não bailam em vão
há um ponto de luz
guia de cada coração

Úrsula Avner

sábado, 23 de abril de 2011

* Poema-dia*

tela : Amanda Cass

hoje sou
ave cantarolante
não quero ouro
ou diamante
apenas pó de estrela
e um garboso amante
sou rosa-louca*
mudo de fase
num instante
que não me queira
sem medida
a poesia
hoje sou
temporal
poema-dia

Úrsula Avner

* rosa-louca : arbusto da família das malváceas cuja coloração das flores muda no curso do dia, do vermelho para o branco.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

* Velejando *

Desenho : Frequência Mar
por: Luiza Maciel Nogueira

http://versosdeluz.blogspot.com

Conheço de ti os ardis
os ventos favoráveis
as palavras febris
invento um mar
só meu
escunas trafegam
solitárias
dentro delas
mistério de luas
e estrelas
sede do ponto
de partida
desejo de alcançar
porto seguro
em crista de onda
: idas e vindas

Úrsula Avner

quarta-feira, 23 de março de 2011

* Canção do esquecimento *

Tela: O silêncio - Lena Gal

esqueci seu rosto na gaveta
imagem pálida
lambida por traças
entregue ao gozo dos ácaros
inquilina do pó das lembranças

incólume era seu olhar
agora é funesto
tardio em desejos
tão vazio
órbita oca
não te contemplo mais
amistosidade pouca
outrora
vestes florais

Úrsula Avner


Canção pensativa ( Lya Luft)

um toque de solidão, e um dedo
severo me traz á realidade: não depender
dos meus amores, não me enfeitar
demais com sua graça, mas ver
que cada um de nós é um coração sozinho....

fonte : Secreta mirada e outros poemas
Ed. Record

sábado, 19 de março de 2011

* Coisas de alma poética *

gota de orvalho- Madu Lopes

se inventei de contar estrelas
é porque as elegi parceiras
no desenfreado desejo
de abraçar o céu
mistério cravado no íntimo

quisera retornar ao jardim original
desprovido de dor ou labor
a marca da falta
da ausência perene
cabe bem nos versos que invento
e eles conversam comigo

Úrsula Avner

* Freud que o diga...

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

* Perseverança *

fonte da imagem : Google- sem informação de autoria

cai a pétala
ao chão
corre silêncio profundo

no seio da queda
um sopro de vida

há quem faça
do abate
sobrevida

Úrsula Avner

domingo, 13 de fevereiro de 2011

* Do interior *

fonte da imagem: Google- sem informação de autoria

súbito estrala
o som dos teus sonhos
perscrutam os meus

.......

* continue a ler o poema acima no " Maria Clara : Simplesmente Poesia ", onde estou hoje. Clique aqui

* Obrigada por sua presença e carinho !


Úrsula Avner

domingo, 6 de fevereiro de 2011

*Fio de vida *

desenho: pássaros nos fios
autora: Luiza Maciel Nogueira
http://versosdeluz.blogspot.com


em fio de luz
repousa a liberdade
um fio de esperança
inunda o desejo
fio de água
corre dos olhos
transforma o quase verde
em azul mistério
borrões
fio de vida

Úrsula Avner

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

* Dos desejos*

imagem : Amanda Cass


não quero um amor
mais ou menos
quase pleno
pseudo sereno
de gosto etílico e amargo
quero no toque da pele
o arrepio
na alma
o assobio
de pássaro cantador
livre e altivo
sabe-se inteiro
vivo
sem temor

Úrsula Avner

Preciosos (as) amigos , amigas e caros (as) visitantes, agradeço cada comentário, cada palavra de carinho, incentivo e conforto registrada na postagem anterior. Saibam que guardo no coração todas elas e fico muito feliz em poder contar com o apoio e amabilidade de cada um (a). Não estou tendo tempo hábil para visitar e agradecer a cada um (a) como gosto de fazer, mas assim que possível atualizarei as visitas. Um abraço afetuoso a todos e todas.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

* ( haja ) luz*

tela a óleo: Lua de outono
autora : Nádia Poltosi

abriu-se a lua
a engolir o dia
a ferir de morte
o que entardecer seria
não há luz
intolerável
há luz
não palpável
esquecida como
conchas na areia
úmidas do vômito do mar
lembradas num canto de sereia

Úrsula Avner

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

* tríade da liberdade *

a poesia
cabe em
qualquer lugar
quando ela pousou
no jardim
não coube
mais em mim
extravasou na dança solta
de três borboletas amarelas
contemplei o bailado singular
alegre dourado previsível
cena sem mancha ou sequelas
ensaio do amor
da simplicidade
rara beleza do que é crível


Úrsula Avner

Querida Ângela (minha irmã) , dedico esse poema a você por sua sensibilidade ao observar as borboletas amarelas no seu jardim e se lembrar de mim, da poesia... Você trouxe a inspiração e eu, alguma poesia... Bj com amor.

domingo, 17 de outubro de 2010

* Vi(pi)ração *



tela : Duy Huynh

na virada do dia
reviro sentimentos
viro a mesa
viro bicho

quando reviro ideias
viro semente
viro o jogo
viro-me
e p(r)onto

Úrsula Avner

* Hoje também tem poema meu lá no Maria Clara : Simplesmente Poesia. Aguardo sua presença e obrigada pela visita !

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

* Celeste *

tela : Azul musical
de: Ana Luiza Kaminski

da palavra
retilínea ossuda
anoréxica
fria opaca
traço o verso mudo
quando escrevo sou
voz em guelras de peixe
o barulho que faço
é (sub)aquático
com desejo de céu


Úrsula Avner

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

* Estação *

tela : Gustav Klimt

colou em mim
estado de árvore
como sede
de um rio sequíssimo

calou em mim
o que foi dilúvio
água (trans) lúcida
feito pele argêntea de lua

leitosa
pedante
nua

Úrsula Avner

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

* Solstício de inverno *


Bom dia poesia !
Hoje trago a lua
na garupa
ainda não bebi o sol
venezianas fechadas

em linhas sinuosas
vou tracejando
aquilo que não
se pode represar

é preciso vazar
gotejar palavras
até inundar de sol
um quarto de vida

Úrsula Avner

* imagem retirada do google- sem informação de autoria