por: Luiza Maciel Nogueira
a voz que seca a garganta
salta em versos
como gotas lacrimejam
a folha na madrugada
se a pérola soubesse
do canto de pássaro
não seria tão contida
mas o adormecer
em si mesmo
gera asas
quando adormeço
em mim
amanheço
sol esparramado
claridade sem fim
Úrsula Avner
