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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

* Na hora zero *

Na hora zero
não me fustigará
o sol do meio dia

não se inclinará
meu corpo
ao cansaço das horas

não verei
os vincos da dor
ou os espinhos da injustiça

não terei por companhia
sombras encarceradas

não ouvirei ruflar
algum tambor

a guerra é uma sucessão de erros
não sabe do contorcionismo da ostra

quando germina a pérola

na hora zero
nenhum movimento
somente o eco cavernoso
do insolvente silêncio

Úrsula Avner

* poema com registro de autoria
* imagem do Google