colou em mim estado de árvore como sede de um rio sequíssimo calou em mim o que foi dilúvio água (trans) lúcida feito pele argêntea de lua leitosa pedante nua Úrsula Avner
tenho um lado que se esconde de mim se faz de rogado hoje aparece de terno abotoado amanhã chega nu e desbotado quando o desconforto encontra pouso brotoeja na pele espinho no corpo na alma lodo pegajoso
Deleito-me num mar de delícias onde a paixão fixou morada entrego-me ao prazer de tuas carícias completamente doada Sentimento carmim volúpia desencapada Desejo estar exatamente assim totalmente nua exposta como a garbosa lua absolutamente tua
* Úrsula Avner *
*imagem retirada do Google * poesia com registro de autoria