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domingo, 31 de julho de 2011

* Quando se abre a flor...

Hoje estou no Maria Clara Simplesmente Poesia

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Obrigada por sua visita e carinho !

Úrsula Avner

segunda-feira, 11 de julho de 2011

* Mestre*

imagem: passarinho bebendo água da bica no jardim japonês- Buenos Aires- Argentina


chegou cabaleante
nuvens nos cabelos
passo vacilante
não quis cantar
o amor
nem a pedido da flor
não se rogou amante

ilustre visitante
abreviou o pouso
no tempo de um instante
em gesto errante
ruflou as asas
voou para bem distante

Úrsula Avner

* raro momento cuja imagem captei no contato com a natureza... Um abraço a todos.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

* Algum surrealismo*

tela: Salvador Dali

um dia
hei de escrever
canto de passarinhos
dor de borboletas
videiras que fermentam vinhos
sentimento sem letras
o que não se pode carregar sozinho

jasmim mangou de mim
não quis a sombra do jardim
tampouco o beijo do grafite
sobre a folha de papel carmim

quero o mundo ao avesso
se pudesse escrever flor
de outo jeito
seria assim
: ROLF

Úrsula Avner

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

* Aborto *






Tela : Heuller Pinson


entre os soluços

da tarde

(a)fetos revirados

fetos do que seria

amor


sobre a mesa

um vaso de flor

um retrato desfigurado

em silente dor

alguma miudeza


no chão

de mármore

rio de incerteza


Úrsula Avner

quinta-feira, 1 de julho de 2010

* Asas no azul *


arte : Freedom of my soul
by : Mel Gama
quando o mar abrir seu colo
deitar-me-ei em plácidas ondas
berço das vontades inquietas
dos desejos doudos
das palavras desertas

num ramo de flor
atei um pedido
raiz caule dor
do que não foi ouvido


Úrsula Avner

quinta-feira, 3 de junho de 2010

* Sonhos na janela *

entre um suspiro e outro

emergem lembranças de uma vida

na primavera dos sonhos tecida

esculpida nas trilhas do tempo revolto


abre-se um campo em flor

no lugar de sequidão da memória

esperança de edificação de uma estória

onde o protagonista seja o amor


pensamentos são flechas pontudas

buscam na sudorese do tempo

lugares de alento refrigério unguento

só a quietude precipita em faces mudas


Úrsula Avner

imagem : do google imagens- sem informação de autoria

segunda-feira, 24 de maio de 2010

* Asas quebradas *

recolhi minhas asas
as guardei no baú
onde vivem teias amorfas
as cobri com a leveza da seda

com o veludo de pétalas de rosas
(hoje) sou pássaro ferido
insensivelmente abatido
vaso de barro trincado
em pedra fria esculpido

quero voar novamente
levar em minhas asas
alguma semente
de esperança, de amor
vida em botão de flor

quero arejar em minhas asas
antigos versos rimados
sentimentos alados
poesia cantada solfejada

decido abrir o baú
tapar as narinas
ao cheiro acre
do bolorento destino

quero remover o lacre
ouvir o badalar do sino
permito que o oleiro
repare o vaso
conserte as asas quebradas

encontro novas moradas
sou de novo
fluidez em poesia
em versos ritmados
em rimas cantadas

Úrsula Avner


* esse poema foi um dos primeiros que compus e é dedicado á talentosa e querida amiga Glória Salles
* imagem do google- desconheço a autoria

sexta-feira, 5 de março de 2010

* Versos perfumados *

Tela: Menina no jardim
by : Cícero Dias


Quero te oferecer versos
com perfume de flor
flor de laranjeira
de jabuticabeira
flor do campo
qualquer flor
que exale
a fragância
o néctar
do amor

quero te oferecer versos
com essencia de mar
com cheiro de cio
em noites de luar
versos com aroma
de fruta madura
colhida no tempo adequado
do amor madurado
do sentimento serenado
em caminho andado

Úrsula Avner

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

* Mensagem de renovação *



tela : René Magritte


O que a alma busca


certamente dorme


em sono profundo


em um plano superior


visceja em outra dimensão


há de estar guardado


no segredo das pérolas


na luz rutilante


da estrela mais distante


há de compor


o mistério da flor


que guarda o curso da semente


há de se abrigar


no fundo do oceano


ou no silêncio do abismo


na solidão das pedras


no voo das aves


há de estar


no sorriso da criança


no útero que gesta a vida


no pulsar do coração


naquilo que chamamos amor


nos versos de uma canção



Úrsula Avner


* Que possamos em qualquer tempo, em qualquer data , buscar a renovação interior que a alma almeja. Um abraço afetuoso a todos que me visitam e meus sinceros votos de felicidades !


" Examine- se o homem a si mesmo " ( versículo bíblico )

sábado, 14 de novembro de 2009

* Perplexidade *

susto na fala
tonicidade no olhar
borboleta tonta paira
beija a corola de uma dália
flor dadivosa
menina manhosa
drapeja até o engulho
repele a borboleta com orgulho

há uma força oculta
no seio da pétala
não propalada pela boca
que a reprime
percebida porém pelo olhar
que a resume

Úrsula Avner

* poema com registro de autoria
* imagem do Google- sem informação de autoria

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

* Pintura *


Agarrei as cores do arco-íris

tingi de azul pétala de flor

pincelei sobre o mar intenso verde

borrei de amarelo as montanhas

espalhei lilás sobre dunas

misturei as outras cores

alegrei escunas

matizei o mundo


Fiz minha própria aquarela

desvirginei meu sonho

no corpo nu de uma tela


Úrsula Avner


* poema com registro de autoria

* imagem retirada do Google- não foi informada a autoria da pintura

* Se não podemos colorir o mundo literalmente, que ao menos na imaginação e na poesia, possamos lhe dar cor, vida , brilho , com aquele toque especial de infantilidade que perpassa nosso ser quando sonhamos. Um abraço grande a todos que me visitam.