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domingo, 3 de abril de 2011

* Inesperado encontro*

Fonte da imagem : Google- sem informação de autoria

por três vezes
atravessou
meu caminho
voo azul-turqueza
vida despretensiosa
ciente de sua realeza

talvez três
seja um número
de sorte
se tal visão
não cura completamente
abranda a dor do corte

Úrsula Avner

* a poesia foi escrita neste último final de semana em que estive na encantadora pousada "Cachoeira da Serra" em Jabuticatubas- M.G. Uma linda borboleta azul muito semelhante á que está na imagem postada, passou por mim três vezes. Infelizmente não consegui fotografá-la, mas ela permanece gravada em minha mente. Quem me conhece sabe do meu interesse e amor pelas borboletas e do quanto elas me inspiram a escrever... Afinal elas são a metáfora peculiar da poesia. Um abraço a todos. Assim que possível atualizarei as visitas. Até breve !

Úrsula

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

* Borboletrando *


Fonte da imagem : internet
Poema da querida amiga Wania em minha homenagem http://encantaventos.blogspot.com


Encasulo-me
[ Tessituras de mil pensamentos]
Fio a dor
Para cerzir as sedas
Das asas rotas
Descosturo-me
No avesso,
Ainda sou aquela borboleta
Que achava o céu pequeno

( Wania )


* querida amiga Wania, não resisti e postei o poema assim que o li... Agradeço de coração o belo poema tecido com tanta sensibilidade, carinho e habilidade poética. Bj na alma.

Úrsula Avner

sábado, 30 de outubro de 2010

* Vida súbita *


imagem : Google- sem informação de autoria

saltou do casulo
seu útero de certezas
abriu as asas
como se desejasse
violar o azul do céu
aceitou o breve destino
partiu serena e ávida
até encontrar
o sono da noite
desencapado fio do silêncio

Úrsula Avner


terça-feira, 5 de janeiro de 2010

* Breve canção poética

borboleta taxeia
entre as flores do jardim
dança rodopia esperneia
alegre tonta em efusão

quem dera fosse um zangão
sem ansiedade

sem vida nevrálgica
sem rugas em breve idade

na sua euforia uterina
a borboleta goza em ebulição
vida breve e intensa
transformada em canção


Úrsula Avner

* imagem do google

sábado, 14 de novembro de 2009

* Perplexidade *

susto na fala
tonicidade no olhar
borboleta tonta paira
beija a corola de uma dália
flor dadivosa
menina manhosa
drapeja até o engulho
repele a borboleta com orgulho

há uma força oculta
no seio da pétala
não propalada pela boca
que a reprime
percebida porém pelo olhar
que a resume

Úrsula Avner

* poema com registro de autoria
* imagem do Google- sem informação de autoria

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

* dobradinha poética *


* Luzes

aglomeram-se


feito vaga-lumes


a cidade dorme


porém elas ...


são sentinelas


espiam segredos


por entre os cumes



* Silêncio


palavra veio


pousou de mansinho


não quis repousar


seguiu caminho


virou borboleta


em outro lugar



Úrsula Avner


*imagem do Google


quarta-feira, 21 de outubro de 2009

* Vozes na escuridão *



Quando a noite repousa
estrela despenca do céu
queda bruta

borboleta corre
ébria e nua
absoluta

coruja pia
lamento de quem vigia
o sono da noite


Úrsula Avner

* imagem do Google- sem informação de autoria

domingo, 4 de outubro de 2009

* Morte súbita *

palavra suicidou
forma certeira de me punir
para que eu não descubra
no sal do desejo
forma absoluta de inquirir
e inquirindo
me entregue ao ensejo
e escreva até que o verbo
não mais seja

Úrsula Avner

* imagem disponível no site flickr.com/photos - borboleta morta encontrada no corredor de um dos prédios da T.V Cultura em São Paulo- S.P

domingo, 6 de setembro de 2009

* Silêncio poético *

É no murmúrio da noite
que avança o mistério

no silente quarto fechado
no céu apagado

na mata desvirginada
na dor embutida

borboleta parou
imóvel ficou
como se fosse
proibido dançar

Qual nada ! ( tola borboleta)
na noite quem faz barulho
é quem não sabe voar

Úrsula Avner

* poema com registro de autoria

domingo, 2 de agosto de 2009

* Borda(da) *




transborda sonho

na borda da alma

mulher borda flores

agulha pano linha

destreza na palma

na borda da janela

borboleta observa


Úrsula Avner


* poesia com registro de autoria

* imagem retirada do Google imagens

sexta-feira, 24 de abril de 2009

* Pouso certo *



Uma delicada borboleta
encontrou pouso na minha mão
parecia dizer-me : " abra seu coração "
Preciso buscar a palavra certa

Secou o rio das paixões desvairadas
Hoje, transita em mim o amor sereno
o sentimento calçado de um brilho ameno
sem palavras que borbulham impensadas

Trago no coração a palavra almejada
busco no lamento do meu ser abissal
a vida adormecida no silencio do cristal
A borboleta ? Permanece em minha mão (re) pousada

* Úrsula Avner *


* poesia com registro de autoria
* imagem retirada de pesquisa feita no Google- desconheço a autoria

sábado, 7 de março de 2009

* Além da porta *


Se eu não tivesse aberto a porta
para você entrar
seria como uma borboleta semi-morta
de asas partidas
sem poder voar

Você chegou de modo sorrateiro
trouxe no peito um amor flecheiro
cravou em mim a estaca da paixão
enebriante e pontiaguda sensação

Além da porta, escancarei janelas
se esta paixão deixou sequelas
tanto faz
majestoso voo alcei
caí no pântano do meu desejo
me debati em braçadas, suspirei
amei o mais que pude
ofegante, lavei-me nas águas do meu açude

* Úrsula Avner *

* poesia com registro de autoria
* imagem retirada do Google