Mostrando postagens com marcador verbo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador verbo. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 30 de março de 2011

* Dona poesia *

desenho : Poesia
autora: Luiza Maciel Nogueira
http://versosdeluz.blogspot.com

* a todos os poetas e poetisas e aos que amam a poesia


senhora

de si
de lá de cá
de qualquer lugar
que lhe caiba
imponente
arvora-se da própria intrepidez
embora não saiba
que o despojamento
lhe é peculiar

plena e imutável
única e variável
carrega no ventre
espanto mistério
paixão beleza
r.e.f.l.e.x.ã.o
a solidão do verbo
aquilo que não é dizível
o que salta aos olhos
o invisível
o que não é tangível

desconhece o tédio
ri de si mesma
e quando vítima
de assédio
silencia
e seu silêncio
é voz de muitas águas

Úrsula Avner

Querida Luiza, seus desenhos são encantadores e alguns em especial , como " poesia", tocam-me e inspiram minha escrita. Obrigada por compartilhar comigo seu talento e sensibilidade. Espero que o poema faça jus ao seu lindo e expressivo desenho que por si só já é " poesia "... Beijo,

Úrsula

sábado, 11 de dezembro de 2010

* Do que excede *

fonte da imagem: google-sem informação de autoria

versos

não me traduzem
de mim deduzem
o que eu mesma desconheço
se a palavra é infinita
quero prová-la até o osso
lamber os dedos
a palavra seca o ócio
como o colar adorna o pescoço
escrever ainda me basta
quando não for o bastante
talvez nada mais seja
entre o que fica e o que passa
o verbo sobeja

Úrsula Avner

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

* Germinação *


guardei
o que não era verbo
no fundo de um rio raso
veio enchente
rio transbordou
peixes saltaram
na vazante
agora
respiram poesia

Úrsula Avner


* imagem disponível no google- sem autoria informada

Olá queridos (as) amigos(as) , finalmente estou de volta !!!! Senti saudades...

Aos poucos visitarei cada um de vocês que sempre me honram e alegram com sua presença em meu cantinho. Beijos com carinho.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

* Percurso *


deseja o poeta

deixar o verbo solto

sem eira nem beira

a esmo e revolto

em chão árido

ou em voz de cachoeira

mas é na alma

seu cárcere

e na palma

seu fim

sob pedra de mármore



Úrsula Avner


* imagem do Google- não foi informada a autoria

domingo, 4 de outubro de 2009

* Morte súbita *

palavra suicidou
forma certeira de me punir
para que eu não descubra
no sal do desejo
forma absoluta de inquirir
e inquirindo
me entregue ao ensejo
e escreva até que o verbo
não mais seja

Úrsula Avner

* imagem disponível no site flickr.com/photos - borboleta morta encontrada no corredor de um dos prédios da T.V Cultura em São Paulo- S.P

sábado, 21 de março de 2009

* Lenta espera *



Da minha janela

escrevo tímidos versos

em tantas linhas, dispersos

na lenta espera

do poema encorpado

pelas rimas , agraciado

de palavras reluzentes, adornado

Ilusão de quem poetiza

é almejar pelo poema inteiro

não há verbo que sintetiza

o que se abriga no terreno abissal

de cada humano canteiro


Úrsula Avner


* poesia com registro de autoria

* imagem colhida do Google