tela: Salvador Dalino casco da noite
galopam sonhos
em cacos de vitral
porque não é inteiro
o que emerge do ser
poetizar é como delirar
sonho que se vive acordado
loucura que abraça o poeta
com ele dança em
passos de quem
nunca se cansa
á luz do dia ou
da madrugada
em qualquer ritmo
qualquer dança
Úrsula Avner




