Mostrando postagens com marcador lembranças. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador lembranças. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 3 de junho de 2010

* Sonhos na janela *

entre um suspiro e outro

emergem lembranças de uma vida

na primavera dos sonhos tecida

esculpida nas trilhas do tempo revolto


abre-se um campo em flor

no lugar de sequidão da memória

esperança de edificação de uma estória

onde o protagonista seja o amor


pensamentos são flechas pontudas

buscam na sudorese do tempo

lugares de alento refrigério unguento

só a quietude precipita em faces mudas


Úrsula Avner

imagem : do google imagens- sem informação de autoria

quarta-feira, 21 de abril de 2010

* Tédio *

arte : Mel Gama


enrolada
nos trapos da mesmice
olhava para si mesma
com ar de desdém
sem desejo de sorrir
ou de lacrimejar também
sentimento depois de revirado
desbotado entornado
se não muda
petrifica

o cair da tarde
evoca lembranças
de outras eras
no chão de pele escura
verte-se lágrimas de sangue
explosiva mistura

Úrsula Avner

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

* Enfado *


tela : Mirza Boleiro


palavras crespas

borbulham na mente

quando o sol se apaga


lembranças espessas

são guizo de serpente

quando a noite se propaga


Úrsula Avner


* Obrigada por sua presença !

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

* Minha peregrinação *

Deleito-me nas fissuras de um céu crepuscular
onde pensamentos se aconchegam e silenciam
sentimentos se acotovelam como linhas no tear
percorro lugares longínquos que aos poucos se distanciam

Sou peregrina em meus próprios sentimentos
recolho minha estranheza no albergue da emoção
perco-me na lembrança de fulgurantes momentos
afagados pelo pulsar das veias do coração

Úrsula Avner

* poesia com registro de autoria

sexta-feira, 22 de maio de 2009

* A vida e o tempo *


Contemplo minha vida gotejando

nas linhas que o destino traça

A vida é como o tempo que me escapa

se acampa nos céus que ele mesmo tinge e enlaça


Hoje... As nuvens nimbus , o vento forte

A vida segue o compasso da tormenta

Amanhã... O céu azul anil , o sol no horizonte

A vida brada no ritmo do dia claro que a acalenta


Se hoje fechou-se o tempo

e a chuva torrencial destelha os bons pensamentos

onde lágrimas alojam meus desalentos

Amanhã , o dia se abrirá num manto azulado

A vida irá sorrir sem a lívida lembrança

do que já foi tornado


Úrsula Avner


* poesia com registro de autoria conforme Lei vigente no país

* imagem retirada do Google- desconheço a autoria

terça-feira, 17 de março de 2009

* A moça espia da janela *



A moça espia da janela
espia ao longe
como quem contempla numa tela
o galante e sorridente rouxinol
que namora as flores fincadas na terra do quintal

Espia no vão das lembranças
que saltam como um cardume
de peixes graudos
na rede do pescador

São tantas andanças
que emergem da palidez ao lume
em olhos vivos ou sorrisos mudos
no lugar compartilhado da dor e do amor

No céu pálido da memória
as recordações se amotinam
formam uma encadeada estória
singulares momentos que se aglutinam

A moça espia da janela
o tempo em suas facetas
o instante regado de luz ou o cinzento temporal
o ballet harmonioso das borboletas
o dia e a noite, nas trilhas do bem e do mal

* Úrsula Avner *

* poesia com registro de autoria
* imagem retirada de pesquisa feita no google