
A pele azulada do céu se estica
nesta manhã embriagada dos encantos noturnos
regada por águas que correm da bica
e cobrem a terra com lençóis diurnos
Tal qual moça preguiçosa a pestanejar na rede
se abre a alvejada manhã saciando sua sede
os dedos abrasivos do sol que cintila
tingem de dourado o dia que floresce
recolhem do chão as águas do pranto em fila
iluminam em tons de fogo tudo o que amanhece
É dia declarado, a noite expirou
os sonhos são as sobras de vida
que o manto de estrelas levou
* Úrsula Avner *
*poesia com registro de autoria
* imagem extraída da net