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quarta-feira, 11 de maio de 2011

* No fim do dia *

fonte da imagem : Google

sombra
derramada na calçada
agoniza
pálida desavisada
tomba a noite
feito cascata
em pedra firme
vem em canção
de açoite
porque anoitecer
é parto
dor e deslumbramento
eis que parto
não sei pra onde
sobre mim
deita o firmamento

Úrsula Avner

Oi Jacqueline Rolim, você deixou um comentário muito amável nesta postagem mas sem querer eu o exclui. Se puder postá-lo novamente agradeço muito. Bj.

sábado, 8 de agosto de 2009

* Verso fujão *



Verso arteiro fugiu de mim
sem dilema
Onde se meteu aquele danado ?
Talvez esteja escondido
nas entrelinhas do poema

Será que ele pensa ter escapado ?
Se o fujão se embrenhar cá dentro
certamente irei recuperá-lo
mas se desaparecer sem sofrimento
outro verso buscarei
não irei procurá-lo

Versos que fogem do pensamento
são como estrelas que explodem
não brilham mais no firmamento
fragmentos de luz que implodem
escondem-se nos umbrais do sentimento

Úrsula Avner

* poema com registro de autoria
* imagem do Google imagens