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segunda-feira, 26 de abril de 2010

* Incansável busca *

resgata em mim
o que é poesia
oh tempo !
Curvo-me diante de ti
não em lamento
ou em palpável sofrimento

Diante de ti
meus joelhos se dobram
na espera serena
de tua oferta generosa

as mãos enrugadas se tocam
ao som da valsa amena
de tua arte ditosa

contornos de poesia
meu paladar acaricia
um gosto de rima rica
que a alma umidifica

se o olhar do poeta
contemplasse as fezes
de sua poesia
certamente haveria
mais veracidade
no versejar de cada dia

Úrsula Avner


* imagem disponível no google imagens- sem informação de autoria

sábado, 8 de agosto de 2009

* Verso fujão *



Verso arteiro fugiu de mim
sem dilema
Onde se meteu aquele danado ?
Talvez esteja escondido
nas entrelinhas do poema

Será que ele pensa ter escapado ?
Se o fujão se embrenhar cá dentro
certamente irei recuperá-lo
mas se desaparecer sem sofrimento
outro verso buscarei
não irei procurá-lo

Versos que fogem do pensamento
são como estrelas que explodem
não brilham mais no firmamento
fragmentos de luz que implodem
escondem-se nos umbrais do sentimento

Úrsula Avner

* poema com registro de autoria
* imagem do Google imagens