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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Foi bom demais !!!

Olá pessoal , ontem foi uma data muito significativa para as doze Marias, sobretudo para mim e para a Adriana Godoy, a quem tive o prazer de conhecer pessoalmente. O lançamento do nosso livro Maria Clara: UniVersos femininos, aqui em BH, foi um sucesso regado com deliciosos "comes" e "bebes" , alegria e muita música... Momento singular e inesquecível !

Um beijo a todos e todas que mesmo de longe estiveram presentes no evento, torcendo por nós !

Deixo-vos um poema de minha autoria e um da Adriana que constam do livro, para degustação dos queridos amigos, amigas e visitantes.


* quando acordei

peguei a noite com as mãos
de manhã
meus olhos eram duas estrelas

Adriana Godoy


* interior

imenso mar
guarda segredos
na praia
conchas falantes

Úrsula Avner


* Do improviso

Adriana foi ao céu
enquanto Úrsula foi ao mar

e apesar da distância
nunca estiveram tão perto...

Beijão Adriana !


Obs : atualizarei minhas visitas durante o feriado pois estarei absolutamente sem tempo até o final dessa semana. Bj.


sexta-feira, 8 de outubro de 2010

* (Ins)piração *

tela : Salvador Dali

o poeta precisa do silêncio
não de um silêncio qualquer
mas daquele que vem de dentro
matéria-prima do que
suas mãos esboçam
na escuta sutil do sentimento

o que vem de fora
mesmo quando não é silêncio
traz na face rajadas de vento
sopro de versos
que adulteram o pensamento
ou fazem dele
surpreendente momento

Úrsula Avner

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

*A noite(s)cendo *

desenho : Azul escuro com um toque de laranja
autora: Luiza Maciel Nogueira
http://versosdeluz.blogspot.com

num céu vazado
olhos de vaga-lume
se despedem do dia
correm o rio e o tempo
de mãos dadas
com a poesia
tão incisiva
no azul
no laranja
em Lara

Úrsula Avner

* poema inspirado na poesia- " Da cor de Lara " elaborada por Luiza Maciel Nogueira em homenagem à Lara Amaral do Teatro da Vida. Para ler a poesia clique aqui

* Singelo presente Lara !

segunda-feira, 26 de abril de 2010

* Incansável busca *

resgata em mim
o que é poesia
oh tempo !
Curvo-me diante de ti
não em lamento
ou em palpável sofrimento

Diante de ti
meus joelhos se dobram
na espera serena
de tua oferta generosa

as mãos enrugadas se tocam
ao som da valsa amena
de tua arte ditosa

contornos de poesia
meu paladar acaricia
um gosto de rima rica
que a alma umidifica

se o olhar do poeta
contemplasse as fezes
de sua poesia
certamente haveria
mais veracidade
no versejar de cada dia

Úrsula Avner


* imagem disponível no google imagens- sem informação de autoria

domingo, 27 de dezembro de 2009

* De volta á velha casa ( Soneto)


tela : Benedito Calixto



Mãos deslizam sobre o velho teclado

desnudam tons graves e agudos

memórias saltam do passado

descarilam fantasmas mudos


a pele do tronco do carvalho

se dissolve na saliva do vento

tulipas anelam chuva de orvalho

a secura da ausência debela o tempo


portas e janelas agora ventiladas

são caminhos de uma nova passagem

discreto eflúvio corre na casa da vila


no limbo das emoções surtadas

momentos empoeirados renascem

cada canto da casa de novo cintila



Úrsula Avner


* poema com registro de autoria

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

* Breve companhia *

Partiste
lépido sem despedida
do meu regaço fugiste
deixaste-me
solitário e triste
gotejando a dor da partida

Quisera aninhar-te
em meu colo
afagá-lo em minhas mãos
só mais um instante

contemplar o silêncio
de tuas asas
o pulsar galopante
do teu coração
sentir tua respiração
ofegante

Invejo tua liberdade
que em mostrar-me insiste
o quanto sou chão
em mim subsiste
a lembrança da tua canção
serena e incisiva
abaulando no peito
segredos inescrutáveis da vida


Úrsula Avner

* poema com registro de autoria
* Imagem do google

sexta-feira, 17 de julho de 2009

* Colheita *



Com mãos de veludo

colhi da íris do desejo

pétalas regadas com sal


Fugiu de mim pássaro mudo

breve vida do ensejo

sonhos arquejaram ao final



Úrsula Avner


* poema com registro de autoria

* imagem retirada do Google- deconheço a autoria

quinta-feira, 9 de abril de 2009

* Crisântemos vermelhos*



Aproximou-se de mim com serenidade
como um sopro de brisa primaveril
tocou minha face sem fazer alarde
acendeu em meu peito o pavio
tateou suas mãos orvalhadas
pelo meu corpo já cambaleante
sussurrou palavras de amor adornadas
com respiração ofegante
Chamou-me amada de minh´alma
envolveu-me em seus braços com surpreendente calma
lançou-me o olhar do desejo em estilhaços
refletido em espelhos do brilho aveludado
dos crisântemos vermelhos


* Úrsula Avner * ( Obrigada por sua visita ! )



* poesia com registro de autoria