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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

* Breve companhia *

Partiste
lépido sem despedida
do meu regaço fugiste
deixaste-me
solitário e triste
gotejando a dor da partida

Quisera aninhar-te
em meu colo
afagá-lo em minhas mãos
só mais um instante

contemplar o silêncio
de tuas asas
o pulsar galopante
do teu coração
sentir tua respiração
ofegante

Invejo tua liberdade
que em mostrar-me insiste
o quanto sou chão
em mim subsiste
a lembrança da tua canção
serena e incisiva
abaulando no peito
segredos inescrutáveis da vida


Úrsula Avner

* poema com registro de autoria
* Imagem do google

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

* Quando amanhece em mim *


Quando em mim amanhece
sereno é o fôlego da reflexão
que meus sentimentos aquece
salpicado de luz pulsa o coração

vontades e segredos destelhados
são como o sol em céu crepuscular
vago pelas vigas dos meus sobrados
desponta alvorada no olhar

nas trilhas que o destino esculpiu
não sei o quanto de mim ficou
cimentado nas lacunas do tempo
e o quanto de mim encontrou

liberdade nas espirais do vento
não sei na inteireza
o que do meu ser fluiu

sei apenas que
quando amanhece em mim
flores aromáticas espocam na alma
borboletas coloridas bailam
com admirável elegância e calma

Úrsula Avner

* imagem do Google- sem informação de autoria

* poema com registro de autoria

domingo, 15 de março de 2009

* Somente eu e voce



Quando estamos juntos
somente eu e voce
não somos mais dois mundos
somos um único ser

Tudo á nossa volta
reflete intensa paixão
O céu e o mar se alinham
somos um só coração

Tudo é desejo e liberdade
nas asas da imaginação
tudo é luz, claridade
doce face revelada da ilusão

* Úrsula Avner *

* poesia com registro de autoria
http://www.ursulaavner.com