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sábado, 19 de setembro de 2009

* Compasso da queda *

aquela folha caída
banida
nem sabe de si

nem sabe
que
eu
a
vi
cair

na lentidão da pluma
corpo leve
feito espuma
flutua(nte)
no rastro do instante


Úrsula Avner

* poema com registro de autoria
* imagem do Google-não foi informada a autoria

sexta-feira, 5 de junho de 2009

* Todos os sons *


Eu sei que canto
e isso é tudo
ou quase
A melodia margeia o meu espanto
suaviza o desencanto
Não há diferença alguma
entre o som que vem das árvores e o das cavernas
O mesmo som da tempestade é o som da pluma
O som da verdade ressoa em lacunas
O silencio é som estrondoso
corta o tempo em alvoroço
Todos os sons são uníssonos na rede da vida
Não há melodia alguma que não seja sentida
Úrsula Avner
* poesia com registro de autoria

sábado, 16 de maio de 2009

* Ah se eu pudesse ...


Amanheci
se formou um vendaval em mim
Eu me perdi
como as folhas soltas no jardim
sonhos avulsos em mim
Serena, de novo adormeci
E me encontrei
quando vi teus olhos suspirei
Desejos mil
sobre um mar gigante eu deitei
Ah se eu pudesse
de novo dormir , sonhar...
Em teus braços despertar
Úrsula Avner
*poesia com registro de autoria

segunda-feira, 27 de abril de 2009

* O melhor presente


Queres me dar algum presente ?

Dá-me livros

onde o esmero da vida está guardado

onde meus olhos e coração podem contemplar

o inusitado, vida proeminente

Onde se entrelaçam registros de uma existencia

de uma época, de uma cadencia

o devaneio de uma mente

o olhar de um vidente

desejos e crenças de seres viventes

Nos livros encontro a mim mesma

fugidia ou presente

mas essencialmente eu

ainda que parte de outro ser

pedaço da teia, da rede tecida em saber

um saber desarvorado ou quase impenetrável

o saber do inconsciente coletivo

das coisas passadas e vindouras

de mundos secretos e altivos

com suas delícias e chagas

suas correntes e asas

certezas e medos

arroubos e segredos

* Úrsula Avner *

* poesia com registro de autoria
* imagem retirada de pesquisa feita no Google

domingo, 15 de março de 2009

* Somente eu e voce



Quando estamos juntos
somente eu e voce
não somos mais dois mundos
somos um único ser

Tudo á nossa volta
reflete intensa paixão
O céu e o mar se alinham
somos um só coração

Tudo é desejo e liberdade
nas asas da imaginação
tudo é luz, claridade
doce face revelada da ilusão

* Úrsula Avner *

* poesia com registro de autoria
http://www.ursulaavner.com

sábado, 7 de março de 2009

* Sentimento indizível *



Ah se eu pudesse dizer o quanto eu te amo , não poderia. O amor é indizível ; a gente é que insiste em "palavrar" o que não pode ser dito. ( Úrsula Avner )


* imagem retirada de pesquisa feita no Google