
Protejo-me de mim mesma
em frágil redoma
onde contemplo minhas vicissitudes
traspassadas por enigmáticas atitudes
Sentimentos falam por mim
o que eu mesma não decifrei
palavras me retalham por fim
em versos que eu simplesmente inventei
Em minha bojuda campânula
permaneço alicerçada a inexoráveis mistérios
enjambrada nesta perene cúpula
onde se ramificam segredos etéreos
Divago em sonhos evaporáveis
resquícios de uma ébria ilusão
nutrindo esperanças que julguei indenizáveis
perco-me no arpejo da minha solitária canção
Úrsula Avner
* poesia com registro de autoria
* imagem retirada do Google