
eis que rompe o dia
invade meu estado de apagão
claridade estúpida
eis que sou sala vazia
lamentos em voz de multidão
garganta calejada e úmida
ruido surdo se alastra
palavras chegam tarde
em vozes moribundas
verso tímido a língua castra
palavras fazem alarde
morrem em valas profundas
Úrsula Avner
* imagem do Google
* poema com registro de autoria
OBS: Caros amigos(as) e visitantes, estou enfrentando problemas de saúde na família por isso ainda não tive tempo para responder aos últimos comentários feitos e para visitar os blogs que acompanho. Espero em breve poder retomar meus contatos com mais tempo. Um abraço a todos e obrigada pelo carinho.