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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

* Derrame *

derrama- se
a lágrima
a sombra
o desejo

o leite
o olhar
o beijo

o sol
em tardes
profanas
a vida
derradeira
em vontades
subterrâneas

Úrsula Avner


fonte da imagem : Google- sem informação de autoria

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

* Paisagem *


Se não fosse chuva

o que vi em sua face

se não fosse a morte

um alegórico disfarce

estaria o sol

a reciclar as tardes

de açucar queimado


um manto dourado

cobriria o céu azul

cores que se abraçam

sem razão

sem explicação

tonalidades astutas

entornadas

esparramadas

feito prostitutas


Úrsula Avner

* imagem do Google- sem informação de autoria
* leia também " A poesia feminina no divã ou o contrário ? " no blog

terça-feira, 30 de junho de 2009

* Fluir Poético II *




Amor crepuscular


Moça bonita na janela

espia o fim de tarde

sol arregala os olhos

pinta um sorriso nas cores da aquarela

ilumina o rosto da beldade


*****//*****


Tempo interno


Sentiu uma fisgada

peso do mundo nas costas

sobrancelha arqueada

joelhos trôpegos

Lá fora

ainda não despontou o dia

Cá dentro

manhã despida de sol


*****//*****


Pisaduras


(Co) medi meus passos

(re) contei os dias

os que vivi

e os que ainda nem sabem de mim



*****//*****


Haikai


Nas avenidas

cotovelos se chocam

trafegam sonhos


***** //*****


Profecia auto-cumprida


Na mão espalmada

linhas curvas

traçaram seu destino

Vai ter vida de anjo

anjo torto

Não vai tocar flauta nem banjo

vai labutar


*****//*****


No jardim


Colibri cantou

nas hortências ovulantes do jardim

colibri pousou

Namoro acalorado á luz do dia

Enquanto as flores viscejam

colibri pia


***** // *****


Úrsula Avner


poesias com registro de autoria

imagem retirada de pesquisa feita no Google

sábado, 4 de abril de 2009

* Sonhos voam da janela *



Sonhos escaparam de mim
voaram da borda da janela
onde me debruço todas as tardes

Vagaram por entre as flores do jardim
se misturaram ás cores da aquarela
em vívida flora onde se espelham minhas vontades

Voam os sonhos sem pouso certo
fazem do céu seu campo aberto
ora estão distantes, ora estão por perto


* Úrsula Avner *


* poesia com registro de autoria
* imagem retirada de pesquisa feita no Google