Mostrando postagens com marcador reflexões. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador reflexões. Mostrar todas as postagens

domingo, 4 de julho de 2010

* Valencia *


tela : A mulher
autora: Cristina Coelho

o que me vale
são os pés
fincados na estrada
ora retilínea
ora desdobrada em curvas

o que me vale
é a amplitude da alma
dissolvida em reflexões
ora desnuda
ora trancada em porões

Úrsula Avner

terça-feira, 23 de junho de 2009

* Que venha o silêncio *



Há momentos

dentro de mim

que emergem como um frêmito

numa avidez visceral

buscam a causa

de meus suspiros, ais e desalentos



Preciso ficar a sós com meus pensamentos

estancar a lamúria dos sons

revolver nos guardados da memória

deletos momentos

trancá-los á chave

preservar o brilho dos tons



Hoje, o novo me assusta

é tormento

o que é surpreendente me repele

é aflito

Quero apenas no eco dos pensamentos

cada preciso instante vivido

as mesmas reflexões em novos movimentos



Úrsula Avner



* poema com registro de autoria


* imagem retirada do Google- desconheço a autoria

quinta-feira, 18 de junho de 2009

* Canteiro *



Há no poema luz escondida
candelabro que aquece a vida

Quem viveu
e em nenhum momento

um poema escreveu
deixou de abrir uma fenda
no céu do pensamento

Dela escorre luz
reflexões gestadas em canteiro de idéias
goteja também o que não reluz
o que se oculta num campo de azaléias

Úrsula Avner

* poema com registro de autoria
*imagem retirada do Google

quinta-feira, 30 de abril de 2009

*Resquício de outono



Hoje amanheci inverno

gosto de folhas secas na boca

resquício de outono

em meu tempo interno

Um vento gélido laminando a alma

sibilando no vão dos sentimentos

açoite na pele dos pensamentos

Levanto-me serena e calma

um feixe de luz solar invade o quarto

Hoje não almejo o espelho da claridade

quero a penumbra que se aloja na dor do parto

das reflexões gestadas pela serenidade


Úrsula Avner

* poesia com registro de autoria

* imagem do Google