quinta-feira, 10 de junho de 2010

* Para Clarice *

Bem que eu te disse
Clarice
há sonhos deitados
em relva orvalhada
escorre seiva do desejo

antes do amanhecer
um canto de estrela
o jardim florido

Vejo-te
reluzente e só

Úrsula Avner

* imagem do google sem informação de autoria

* homenagem singela á grande escritora Clarice Lispector

16 comentários:

  1. Belissimo, parabens amiga Ursula

    Beijinho

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  2. Homenagear Clarice!

    Lindo demais, Úrsula!

    "Vejo-te reluzente e só" Bem que eu te disse, Clarice!

    Belo jogo entre o passado e o presente de uma poetisa que pensa e pronuncia aos ventos essa bela mensagem!

    Parabéns, amiga!

    Beijos

    Mirze

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  3. Uma escrita sensível e forte para uma poeta que também era assim.

    Beijo!

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  4. Me desculpa pelos inconvinientes no Rembrandt...

    Vou procurar resolver os mesmos!

    abraço

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  5. singela e bela como a escrita de Clarice,

    abraço

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  6. Maravilhoso! Tudo a ver com ela. Parabéns, Úrsula. Beijo.

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  7. Terceiro Cálice

    A Deus Arina escutou meus pedidos mais íntimos e profundos
    E o delta de fogo me verte nas veias teu silêncio incandescente
    Sagra-me aedo dos rituais do amplexo entre o Sol e os mundos
    Entre a história e a ficção, entre o imaginado e o ainda existente
    Já se esculpe a muralha do futuro em seus devires vagabundos,

    Qual gesto de lírio entre as caiadas frias arcadas dos claustros
    Eclode o senso da pétala azul e lilás a ocultar-se na coluna plena
    Se fecha como biombo ou luminescente leque de vivos astros
    A esconder tão-só a luz da luz que há da razão na manhã serena.

    Ninguém saberá nunca até onde alcançará o licor nosso segredo
    Até onde, a que reino chegará esta soletração arisca da regra alva
    Nem, muito menos, que significa isso de dizer o amor sem medo
    A crepitar polposa flor-de-cera como em verde veludo da malva.

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  8. Clarice deve estar dando pulos de alegria...esteja ela onde estiver!!!!

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  9. Úrsula,
    lindeza de poema....vc definiu bem.Clarice era pura luz ,mas só.

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  10. oi amiga,
    saudades de você!!
    lindo clarice!
    bela definição...
    lindo final de semana...
    volto na segunda-feira.
    bjos com carinho.

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  11. Olaaaaaaaaa
    vim aqui te visitar
    saudades de estar aqui lendo essas poesias lindas
    sempre um bálsamo !!
    um abraço carinhoso
    Lilian

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  12. Ursula,que bela e terna poesia em homenagem a Clarice!Parabéns,amiga!Ficou demais!Bjs,

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  13. Como é gostoso receber o carinho dos amigos e amigas... Agradeço cada palavra aqui postada. Bj a cada um (a) que me visitou.

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  14. Linda homenagem, Úrsula

    Clarice, estrela solitária, mas que brilha por muitas!

    Bjs

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  15. Carinho que mereces e muito valorizas...
    Sétimo Cálice

    Só pode haver uma lenda, um fado, um mito
    Aonde esteja o nosso destino traçado,
    Repondo fundamento no mundo, em que acredito
    Até podermos ter o futuro alado, dez vezes escrito
    Há muito, no mais profundo e recôndito passado.


    Sucedem-se aqui raras ampulhetas vistosas, sãs, originais, habitáculos
    Acesos e reincidentes ateando sinais de leda esperança na soleira
    Átrio reduto das aves seculares arroteando registos auríferos à beira-
    Seiva das algas em regras aquilinas da sensatez afecta aos cenáculos
    Cujas águas ardentes reflectem as aspirações supremas desta videira
    Em que me enrolo e enleio no esteio do teu jeito, teu querer e maneira.


    Altivo rogo acerto sumário antes da resoluta aurora tecer seu manto
    Violeta e dourado de sangue aguado no rosário austero da tua sede,
    E assim resumido na ara sagrada aprendo o refrão do aliado encanto
    Que há em ver-te, ardendo metade de mim, a florescer noutro tanto
    Como quem se mede no quanto acede aos reais anseios de submissão
    Sabendo ainda reconhecer alianças remanescentes dos antigos sonhos
    Águas, resoluções ardentes de selar harmonias no jardim da promissão
    Atalhos simétricos de alinhavar rotas ancestrais do rumo adepto ao ser
    Ponto na ponte os sinais acordes a rescrever álgebra rima da alva sina
    Ao ritmo ainda sufixo do viver em cada crer que o sonhar nos ensina
    A querer até conseguir, neste chegar gerúndio, ao ficar que domina ver
    Porquanto estar é ser, e ser um sendo, crescendo a par da suma razão:
    Tu, gritada no meu silêncio, ecoas e bates veloz[da]mente ao coração
    Qual anel refeito na angústia sofrida como se nunca a houvera dito
    Ou tida, arte da resiliência aprontar soluções antes e reparar acontecer
    Antídotos e anestesias reais para a dor e mágoa, ainda antes do doer.


    Então, cruzo os braços sobre meus próprios ombros afoitos, secos, nus
    E nesse amplexo um realejo amplia sonoros ritmos para antigos rituais
    Que onde se fundem os ecos profundos pelos mais do que outros, uns
    Esses serão os teus, que ao cingir nos meus, os confundi seus iguais
    Por não haver outros que lhe caibam e saibam amparar como nenhuns
    Porém mais, muitas vezes, por sinal, multiplicado muitas vezes mais.

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