sábado, 14 de janeiro de 2012

Presença

imagem: Duy Huynh

contemplo hoje
da vida
nova face
nunca antes vista
e que jamais será
vista de novo

é preciso viver
cada momento como
um acontecimento essencial
tal qual
a queda de uma folha
o trajeto de uma lágrima
a agonia do sol no horizonte
ao fim de uma tarde avermelhada
que no dia seguinte
pode não se fartar de cor
e surgir domada
por um céu plúmbeo
em todo o seu vigor

Úrsula Avner

6 comentários:

  1. As faces da vida nunca voltam iguais.
    Saudade daqui, de seus poemas.
    Beijo beijo.

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  2. Quero aprender a absorver cada face com intensidade, do trajeto da lágrima à folha caindo.
    Belíssimo Úrsula, uma lição para se viver.
    Beijo

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  3. [o tanto de quantos momentos, delicados e

    refeitos, imensos como esse]

    imenso abraço, Úrsula

    Lb

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  4. Úrsula,

    nossos últimos poemas conversam, sem querer, querendo...
    (fico feliz pela sincronicidade e complementariedade desse diálogo!).

    queria muito me encantar com a novidade de cada momento, mas, infelizmente, nos últimos tempos, só tenho conseguido enxergar a repetição - o que tira, em muito, a garra do/pro viver.

    adorei o poema!

    um beijo,

    Talita.

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  5. Úrsula,


    O "poder do agora": felizes daqueles que não se deixam amarrar pelo passado e nem se prendem em um futuro que nem começou!
    Vivem cada minuto único...


    Lindo, amiga!
    Bjão


    Lindo

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