sábado, 25 de setembro de 2010

* Sever(a)idade *

severo dia
severa forma
de não se importar
de engolir espasmos
da noite
em cama fria
se deitar

na esfera vazia
severa forma
de se acoplar

antes tivesse
encontrado na poesia
absoluta mudez
todavia
fala como uma doida
forma severa de delirar
- sem submergir -
na insensatez

Úrsula Avner

17 comentários:

  1. Sempre poesia de alta categoria...

    Beijo, flor!

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  2. Poesia inteligente e ao mesmo tempo sensível.
    Beijos.

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  3. Belíssimo, Úrsula, belíssimo!
    Você tem uma varinha de condão, menina: a um simples plim! as mais belas palavras correm em obediência e tomam o lugar mais exato. O resultado são os seus poemas, como este Sever(a) idade...
    Abraço e beijinhos...

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  4. Quem sabe com a idade eu consiga me livrar da insensatez para escrever, assim como vc faz com tanta sabedoria.

    Beijo.

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  5. Muito lindo, Úrsula, dá pra sentir que esse poema expressa um momento muito intenso em sua vida. Parabéns. Bj

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  6. Muito bela e inspirada sua poesia, tudo de bom pra você.Beijos

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  7. Me gusta y sorprende a la vez tu bella forma de enlazar las palabras...

    Un abrazo
    Saludos fraternos...

    Que disfrutes la semana que comienza...

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  8. AMIGOS SÃO COMO PRESENTES..
    É SEMPRE UM GRANDE PRAZER EM RECEBÊ-LOS.
    Amizade

    A verdadeira amizade é uma pérola
    de valor inestimável.

    Cultive a amizade.
    Corresponda às gentilezas.
    Não se encolha.
    Nem se afaste dos outros.
    Aproxime-se.
    Há muito de amor trancado em você.
    Procure ser o amigo das horas difíceis.
    Dê demonstrações de sua amizade,
    mas não espere ser correspondido(a).
    Compreenda que nem todos
    são como você.
    Tolere as faltas dos seus amigos.

    Tenha amizade pura e desinteressada.
    Não deixe que o tempo a consuma.

    Não pode ser amigo,
    quem não AMA INCONDICIONALMENTE.

    Texto do Livro
    Gotas de Esperança de
    Lourival Lopes

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  9. Úrsula,

    Lindo encontro da imagem com as palavras e esse, sempre, seu cuidado com a forma, em achar a palavra certa, td me encanta.

    Bjs da amiga

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  10. a severidade da forma também impõe o delírio


    beijo

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  11. POESIA...SEMPRE

    Com um beijinho


    OUTONO


    Estou a ver-te...
    Árvore de Outono...
    Porque estás nua?
    Porque deixaste fugir
    As tuas folhas...
    E os teus ramos...
    Ficaram secos e frios...
    Longos e nus...
    Porque deixas
    Porque sofres?
    Porque tem frio?

    Porque...
    É preciso renascer...
    É preciso sofrer...
    Para viveres novamente...

    E assim árvore nua...
    Vais voltar...
    Mais frondosa...
    Mais bonita...
    E...
    Vais estar outra vez...
    Pronta para a nova Primavera...

    LILI LARANJO

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  12. Úrsula, quero agradecer a gentileza de seu comentário no Inscrições, mas o texto foi excluído e trocado por outro. Difícil de explicar, mas alguém se apossou da senha e postou indevidamente.
    Um beijo.

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  13. Úrsula, voltei para ler o poema, que afinal é o que mais interessa. É lindo, bem construído e mais uma vez faz admirar seu trabalho.

    Um beijo.

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  14. ÚRSULA!

    Intenso poema! Só contradigo que jamais você poderia adotar a mudez do poeta. O mundo agradece sua voz!

    Beijos

    Mirze

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  15. Um poema muito belo! Para que a mudez da poesia?
    Beijos.

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  16. Agradeço a todos os amigos, amigas e visitantes que postaram aqui seu comentário gentil. Um abraço afetuoso a todos.

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