quarta-feira, 4 de novembro de 2009

* depois da tempestade *


tela : Salvador Dali
da avidez pluvial
o que fica
desenha poliedros na calçada

desejos encharcados
já não respondem
ao apelo visceral

há delírio na estrada

palavras são pêndulos
instáveis

ávidas e alucinadas
se moldam
frenesi

cansadas de vagar
se acomodam
cheias de si

Úrsula Avner

* poema com registro de autoria

23 comentários:

  1. Olá Ursula,
    Cada vez que passo aqui fico mais encantada com seus poemas.
    Você tem um jeito refinado de dizer o que brota de você.
    Carinhosamente,
    Dalinha

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  2. Magnífico, querida amiga.
    O seu poema está magistral, gostei imenso.
    "cansadas de vagar
    se acomodam
    cheias de si"
    Uma excelente imagem poética da bonança.
    Bom resto de semana para vc.
    Beijos.

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  3. "palavras são pêndulos instáveis". E, no entanto, "cansadas de vagar / se acomodam / cheias de si".

    Bela expressão metalinguística. Lindo poema!

    Passo, Úrsula, para matar um pouco a saudade, ontem tentei comentar uma de suas escritas, mas a minha conexão estava lenta demais e a sua página não abriu inteiramente.

    Um forte abraço, minha amiga. Grata por seu carinho e atenções várias.

    Beijos :)
    H.F.

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  4. Úrsula, a borboleta poeta, vai colhendo o néctar lírico das flores incultas do Lácio, a fim de o acomodar no papel sob a forma de palavras "cheias de si"?

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  5. Dalinha,

    muito obrigada por sua amável visita e comentário. Bj no coração ;

    Henrique,

    agradeço sua presença frequente em meu espaço poético. Obrigada por sua apreciação, um abraço ;

    Nilson,

    fiquei lisonjeada com seu comentário tão gentil. Obrigada pelo carinho, grande abraço;

    Hercília,

    sua presença e comentários sempre ricos em meus espaços, me alegram. Bj e obrigada ;

    Marcos,

    agradeço o carinho de sua visita e interessante comentário. Um abraço ;

    Úrsula

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  6. Úrsula
    Palavras que se acomodam e são imutáveis... e que voce tão bem declara em versos. Vou sempre repetir: parabéns ,poetinha mineira!
    Já tem algum livro publicado? procurei no sidebar ,mas nao encontrei, me avise, ok?
    meus abraços

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  7. Bom dia!!
    Vim conhecer seu blog, e desejar bom fds
    bjsss


    aguardo sua visita :)

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  8. Cheguei minha poetiza preferida!!!
    Mas vc está gastando talento heim moça!!!
    Barbaridade,rsrsrsr
    Lindo muito lindo
    Um beijo grande

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  9. Vim por estar com saudade... e que gostoso foi ter vindo...rs

    um beijo

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  10. Querida Úrsula sinto falta de suas palavras em meu espaço.
    Presença !
    De quem será a sombra
    Que acompanha e faz tremer ?
    Não existe timoneiro na alma.
    ComCarinho Lúcia amorim

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  11. poliedros na calçada é poesia inteira.
    um beijo.

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  12. E que na precipitação
    sempre chova
    a inspiração

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  13. Poema de grande beleza, Úrsula!

    Palavras como pêndulos, palavras cansadas, e palavras que se acomodam!

    Parabéns, poeta!

    Beijos

    Mirse

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  14. Úrsula

    Este teu poema vai raiando depois daquelas tormentas que deixam todo céu gris! Tu sabes como ninguém acomodar as tuas palavras e elas, com certeza, descansam na tua poesia!

    Adoro te ler, sempre!
    Sol depois da chuva!


    Bj carinhoso pra ti.

    PS: enquanto te escrevo aqui, recebo no meu e-mail uma mensagem que escreveste um comentário la no meu cantinho... transmissão de pensamento, incrível, não? Sintonias de Almas, a vida tem destas coisas boas...

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  15. Úrsula, lindo poema que reflete bem o processo criativo. Adorei. beijo.

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  16. Querida Úrsula,

    Gosto desse desenho... um momento de criação, quando as palavras, após grande sofreguidão encontram a paz dos versos e o cansaço é poético.
    Lindo, Úrsula!
    Bom fds e um bj grande

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  17. Adoro passar por aqui, minha alma fica leve e cheia de encantamento.
    Tem um mimo pra você no meu cantinho olhos de esmeraldas, espero que goste.
    Bom final de semana.
    Um abraço.

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  18. Ursula

    Um beijo e o meu baú



    O MEU BAÚ...


    Meu baú encantado...
    Meu baú bem fechado...
    Meu baú que ficou lá...
    Mas que eu o imagino cá...
    .........
    No meu baú...
    ............
    Os meus sonhos...
    As minhas vestes...
    Os meus brincos...
    Os meus laçarotes...
    As minhas bonecas...
    ...........
    No meu baú...
    .........
    Os meus beijos...
    Os meus desgostos...
    As minhas loucuras...
    .......
    No meu baú...
    .......
    Fechado a sete chaves...
    Eu olho para longe...
    E sei que o meu baú...
    É também igual...
    A uma caixinha de Pandora...
    ...

    E nada mais...
    E não o abro...
    Porque quero que o sonho...
    Continue...
    Perdure para sempre...
    E nunca se desfaça...

    LILI LARANJO

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  19. Agradeço de coração a cada um dos amigos e amigas que aqui deixaram seu comentário. Sorvi cada palavra... que cada um receba meu carinho... Bj, bj.

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  20. Ursula, poesia linda demais, li as postagens da semana, visitar seu blog é muito gratificante.Feliz domingo.Arnoldo Pimentel

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  21. ùrsula, sempre bom psssar por aqui e ler osteus poemas. um grande beijo.
    artur gomes
    http://poeticasfulinaimicas.blogspot.com

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